Páginas

terça-feira, 4 de março de 2008

Workshop Voz e Canto na IB Memorial Jundiaí.

O Workshop "Voz e Canto" realizado no dia 23 de fevereiro das 14h às 17h, contou com a presença de bom público na IB Memorial Jundiaí .

Confira as fotos


A fonoaudióloga Aline Tafarello e a cantora e radialista Shirley Espíndola

Aline Tafarello

Shirley Espíndola




Shirley Espíndola e Tífany Espíndola em "Pocket Show"



Aline Tafarello, Andréia Cristiane da IBMemorial e Shirley Espíndola

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Workshop Voz e Canto na IB Memorial Jundiaí.

O primeiro Workshop Voz e Canto do ano acontecerá no dia 23 de fevereiro na IB Memorial em Jundiaí com a fonoaudióloga Aline Tafarello e com a cantora Shirley Espíndola.

Endereço: Rua: Antenor Soares Gandra, 485
Bairro: Colônia - Jundiaí - S.P.
Das 14h às 17h
Fone para informações: 4533-4191/ 4533-6894



Aberta temporada de inscrições nos corais jundiaienses

Fortalecida no quesito canto coral, Jundiaí é palco para diversos grupos voltados a faixas etárias diferentes. Todo ano, no primeiro semestre, os corais abrem vagas para novos integrantes e preparam seus repertórios ou musicais. Conheça alguns dos corais e saiba como se inscrever. Um dos grupos mais tradicionais, ...leia mais

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Vozes que cantam e encantam.

O Clube do músico, seleta reunião daqueles que apreciam a boa música, criado por Clarina Fazanaro na residência de Vânia Targa em Jundiaí, reuniu instrumentistas, intérpretes , compositores e apreciadores da nossa boa música brasileira. Alaíde Costa foi presença marcante!





quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Quem Canta seus Males Espanta.


Uma das coisas que mais adoro fazer é dar aulas de canto e técnica vocal. É muito gratificante acompanhar o crescimento e desenvolvimento de cada aluno e mais ainda, perceber a força de vontade e o esforço que cada um demonstra, para conseguir cantar de forma adequada, com os cuidados necessários, para não ferir a voz , pensando sempre na longevidade e saúde vocal.
À partir disso tive a idéia de abrir este espaço do blog Voz e Canto para; não sómente os meus alunos; mas a todos aqueles que usam a voz como instrumento de trabalho, e que se interessem em dividir suas experiências, conhecer pessoas e trocar conhecimentos.
Marco Villa, será o primeiro aluno a participar deste espaço, espero por você e conto com sua participação para postar comentários.






Um cara comum, formado em Administração, que adora música, teatro, cinema e TV. Atualmente estou estudando música rs, bem diferente uma coisa de outra, acho que é o mal de todo Geminiano.


Ter participado do High School Musical A Seleção para mim foi demais! Uma experiência que realmente valeu a pena rs, fiz muitas amizades até contatos com os jurados por intermédio do orkut (como a Internet é fantástica e revolucionária hehe) e por sinal são muito simpáticos.


Conheça mais sobre Marco Villa . Troque uma idéia, deixe seu comentário

Feliz 2008 com saúde, educação para as nossas crianças e muita música!

"FELICIDADE REALISTA" ( Mário Quintana )

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Nossa Música Brasileira


Essa comunidade é para destacar a Nossa Música Brasileira Cristã.Com verdadeiros talentos e poesias imensuráveis, destacamos grandes compositores, poetas e intérpretes da nossa música.Participe dessa realidade e da revolução que a música cristã irá fazer no Brasil....Ore pelos músicos, compositores e interpretes que atraves da música e da poesia, levam a mensagem do Cristo para todos, fortalecendo e enriquecendo o Reino.

A cada mês teremos comunidades relacionadas, diferentes! Iremos ter um rodizio para que todos os artistas cristãos tenham seu espaço...

DESTAQUES DO MÊS DE DEZEMBRO E JANEIRO:

- Aristeu Pires
- Banda Sal da Terra
- Garanhuns- Carlinhos Felix
- Expresso Luz
- GRUPO LOGOS
- Nelson Bomilcar
- Rebanhão
- Tiago vianna

A Nossa Música Brasileira é um projeto do Jovens da Verdade.




domingo, 9 de dezembro de 2007





Música: uma forma de terapia
Desde os primórdios ouve-se falar a respeito da música, de sua importância e relevância diante dos momentos marcantes e vitais da humanidade. No livro de Gênesis, o primeiro dos inúmeros pergaminhos judaicos que registram a história do homem aponta que, dentro da descendência de Caim havia Jubal: considerado o pai de todos os que tocavam harpa e flauta. No império do rei Saul no Egito, o jovem músico Davi, pastor de ovelhas, era convocado diante da presença do rei para dedilhar a sua harpa, afim de que os espíritos malignos que o atormentavam se afastassem de Saul, e este se sentisse melhor.A música era designada para promover alegria, para reunir o povo para a guerra, para regular o movimento dos exércitos, celebrar vitórias nas batalhas, para acompanhar os sacrifícios em dias festivos. Era executada nas coroações dos reis, nas comemorações dos grandes homens, na despedida de amigos, na adoração idólatra, nas celebrações de matrimônios e funerais, nos cortejos sagrados, na adoração nos templos e na convocação de assembléia dos judeus. Até mesmo os cavalos de guerra eram familiarizados com seu sonido.Com o passar do tempo à música que antes era utilizada por diferentes povos e culturas para os mais diversos e variados fins despojados de comprometimento científico, encontra seu lugar junto à ciência baseada em conceitos e constructos empíricos para caracterizá-la e conceituá-la de forma eficaz e terapêutica.Surge então a Musicoterapia, uma ciência paramédica que utiliza a música e seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, além de movimentos, expressão corporal, dança e qualquer outra forma de comunicação verbal e não verbal, com objetivos terapêuticos. Desenvolve-se num processo coordenado por um musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo. O objetivo primário da musicoterapia é possibilitar aos pacientes a abertura de canais de comunicação e/ou a reabilitação de necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.Esta ciência vem para comprovar a atuação do som e da música no corpo e na alma, diante de uma observação fenomenológica, de vivência e prática no mundo de hoje. Não só os instrumentos musicais, mas, também a voz com suas diferentes qualidades, timbres e movimentos transformam-se em verdadeiras ferramentas da expressão, da comunicação, da transformação e da leitura musicoterapêutica. Outra maneira bastante encontrada nos dias modernos nos segmentos de marketing e publicidade é a de lançar mão da música como estratégia auxiliadora na ação do estímulo e incentivo aos atos de consumo. Esta é a razão de ouvirmos sempre um som ambiente e prazeroso nos shopping centers e super mercados, estimulando as compras. Mas vamos deixar de lado esta questão consumista e capitalista, e preferir a referência no aspecto mais voltado à arte e ao coração. Muito bem lembrado por Alaíde Costa, no prefácio do meu livro "Voz e Canto" - Fisiologia e Arquitetura em co-autoria com a fonoaudióloga Aline Tafarelo Vargas (Editora In House 160 pgs.) lançado em setembro deste ano, foram os versos da canção de Vinícius de Moraes que dizem: "Quem canta o mal espanta. Vai sempre cantando mais. Canta pra não chorar".Canta, Canta Mais (Tom Jobim e Vinícius de Moraes).

Shirley Espíndola é cantora, produtora e apresentadora do programa "Tons do Brasil" que vai ao ar, ao vivo, todos os sábados da 13h às 15h pela Rádio Difusora AM 810, com reprise aos domingos da 20h às 22h.

Blogs:
http://tonsdobrasil.blogspot.com e http://livrovozecanto.blogspot.com.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Noite especial na AMAVIM com divulgação do livro Voz e Canto

A AMAVIM - Associação dos Moradores e Amigos da Vila Monumento; presidida por Odacyr Petti; completou quatro anos de vida e comemorou em alto estilo na última sexta-feira dia 30 de novembro no Clube Hispano em São Paulo. Shirley Espíndola foi convidada para entoar o Hino Nacional Brasileiro - (Francisco Manuel da Silva / Joaquim Osório Dutra Estrada) , com uma interpretação primorosa; acompanhada pelo pianista Michel Lima; além de Wave - (Antônio Carlos Jobim) que muito encantou o público presente.

Na oportunidade, também divulgou o livro "Voz e Canto" - Fisiologia e Arquitetura (Ed. In House 160 pags.) anunciado no Guia do Consumidor da Vila Monumento - Verão 2007/2008, lançado também neste evento de aniversário. Confira as fotos do evento.







domingo, 25 de novembro de 2007

Melhore a sua aparência com a Fonoaudiologia Estética da Face

Dra. Flávia Neiva

Quem não gosta de aparentar menos idade, receber um elogio? Quem não quer retardar os efeitos do envelhecimento, atenuar, prevenir ou acabar com as rugas e marcas de expressão? A Fonoaudiologia Estética da Face, através do trabalho de reeducação da musculatura orofacial, proporciona uma face esteticamente mais harmoniosa e natural, sem submeter o paciente a procedimentos invasivos.
Diariamente, independentemente da idade e sem perceber, podemos comprometer a estética da nossa face, ao realizar movimentos compensatórios, exagerados ou desnecessários da mímica facial. Ao comer, respirar, escovar os dentes, falar e até mesmo na postura de repouso, frequentemente ocorre uma contração exagerada e/ou repetitiva dos músculos da face, que movimentam a região da pele à qual estão fixados, produzindo depressões em forma de linhas que, com o tempo, resultarão em marcas de expressão e rugas indesejáveis. Isso, ao passar dos anos se acentua com a diminuição das fibras de colágeno e elastina e com a perda dos tecidos de gordura nas camadas profundas da pele.
E como é o tratamento? Primeiramente, o fonoaudiólogo avalia o paciente para descobrir as causas das marcas de expressão e rugas. Após concluir o diagnóstco e determinar aspectos a serem trabalhados, dá-se início ao tratamento, cujos procedimentos incluem: manipulação facial través de massagens, manobras de soltura, alongamento e aquecimento da musculatura da face e do pescoço; exercícios faciais específicos para cada paciente; reeducação das funções de mastigação, deglutição, respiração e fala, quando necessário.
Os resultados são rápidos e muito satisfatórios, sem comprometer a realização das expressãoes ou limitar os movimentos faciais, e o paciente se beneficia com a aparência naturalmente rejuvenescida, melhorando sua auto-estima, bem estar e qualidade de vida. Toda a evolução do tratamento com a musculatura da face e do pescoço é registrada com fotos, permitindo ao paciente acompanhar e visualizar as mudanças.
O tratamento destina-se a todas as pessoas que desejam rejuvenescer, acabar com as rugas e marcas de expressão, retardar ou previnir os efeitos do envelhecimento da face. Também é indicado no período de pré-cirurgia da face para o procedimento e, consequentemente, obter resultados mais naturais e eficazes.

Dra. Flávia Neiva é fonoaudióloga, com Mestrado, Doutorado e Pós- Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (11- 4521-3504; flaviacbn@yahoo.com.br)

Esta matéria foi postada no site http://www.jornalmexa-se.com.br/ - Edição nº 106

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Shirley Espíndola no programa Mistura Musical da Rádio Fritura em Sorocaba

Jota Abreu (jornalista e radialista) e Mariovaldo Marques (professor de história e ator) apresentadores do programa Mistura Musical da Rádio Fritura , em Sorocaba receberam na quarta-feira dia 31 de outubro às 19h a cantora e radialista Shirley Espíndola.

O livro "Voz e Canto" - Fisiologia e Arquitetura foi destaque



Jota Abreu e Mariovaldo Marques


Jota Abreu, Shirey Espíndola e Mariovaldo Marques


domingo, 4 de novembro de 2007

Aline Tafarello e Shirley Espíndola no Workshop Voz e Canto no Hotel InterCity em Jundiaí - Confira as fotos

A cantora e locutora Shirley Espíndola
A fonoaudióloga Aline Tafarello Vargas

As duas profissionais da voz durante a palestra


Dentre os participantes: cantores, professores, oradores e guia turístico


Uma foto especial com todos os participantes do workshop

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O canto junto ao instrumento solista

Marivone Lobo*

Ao longo de 16 anos tenho desenvolvido um trabalho juntamente com meu marido Sérgio Pereira num duo chamado Baixo e Voz. Por ser uma formação “diferente”, várias pessoas me perguntam como faço pra cantar só com um baixo, como não perco o ritmo, tonalidade etc. Mas não vejo diferença em cantar só com baixo ou só com violão ou só com piano... As exigências para se cantar numa formação em duo são as mesmas, independente do instrumento que acompanha a voz. A diferença está na escolha de repertório, arranjo, interpretação e utilização da técnica apropriada.
No meu caso, a escolha do repertório é a primeira questão que levamos em consideração. Existem músicas que amo ouvir e cantar, mas que não se encaixam no perfil do Baixo e Voz. Sempre levamos em conta o que podemos acrescentar à canção, como enriquecê-la e dar a nossa versão, a nossa “cara”.
Definido o repertório, o próximo passo é a confecção do arranjo. O instrumentista pensa primeiramente na melodia e, a partir dela desenvolve todo o arranjo, podendo muitas vezes deixá-la totalmente diferente da sua harmonia original. Mas todas as mudanças privilegiam a melodia sem que isso limite o potencial criativo do arranjador.
Entretanto, muitas vezes só sabemos se tudo saiu como queríamos quando estamos no palco, tocando ao vivo. Aí entra outro fator importante: a interpretação. E é nessa hora que a técnica vocal e instrumental devem fazer uma ótima parceria. A interpretação está muito ligada com a emoção. Quando se consegue juntar técnica e emoção, dá-se o casamento perfeito! O músico que exagera em um ou outro fator ultrapassa a própria música e transfere toda a atenção para ele; a música passa para o segundo plano. Nos melhores shows que tive oportunidade de assistir percebi que todos que estavam no palco procuravam servir a música e não apenas servir-se dela!
Portanto, acredito que seja indispensável para o músico desenvolver a técnica no seu instrumento, ficar por dentro das novidades, livros, métodos e tudo que possa acrescentar à sua carreira como músico sem esquecer que, nós, músicos, temos o privilégio de utilizar uma das mais belas artes para expressar aquilo que pensamos, fazemos e acreditamos. E não importa se fazemos isso sozinho, em duos, trios, quartetos...





*Marivone Lobo é cantora, professora de técnica vocal e arranjadora. Faz parte do duo Baixo & Voz que conta com três CDS gravados. Formada em Música Popular pela Universidade de Ribeirão Preto. Tem uma apostila escrita chamada “Técnica Vocal para Iniciantes”, à venda no site
www.baixoevoz.com.br.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Workshop Voz e Canto no Hotel InterCity em Jundiaí

Workshop Voz e Canto, ministrado pela fonoaudióloga Aline Tafarelo e pela cantora e radialista Shirley Espíndola é direcionado à cantores, atores, professores, operadores de telemarketing, locutores, oradores e à todo profissional que necessite uma boa comunicação.

Dia 24 de outubro(quarta-feira), às 20h no Hotel InterCity Express Jundiaí. Entrada franca - para inscrições 11 4607-8747 - In House


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Shirley Espíndola e Aline Tafarelo foram as convidadas de Toninho Spessoto no Vitrola da ALL TV

Ser entrevistada por Toninho Spessoto, grande jornalista, radialista e apresentador do programa Vitrola da ALL TV é um privilégio para poucos. O assunto em foco do dia 10 de outubro, foi o lançamento do livro "Voz e Canto" - Fisiologia e Arquitetura escrito pelas autoras e de quebra, Shirley mostrou a sua performance musical acompanhada pelo competente violonista Lula Gama. Confira as fotos.

Toninho Spessoto, Aline Tafarello Vargas e Shirley Espíndola

Toninho Spessoto, Aline Tafarelo, Shirley Espíndola e Lula Gama

Adriana de Rosa, Toninho Spessoto, Aline Tafarelo e Shirley Espíndola


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Voz: Você Cuida da Sua?

Só vale responder que sim se você costuma dar ouvidos às alterações de sonoridade. Elas podem denunciar o envelhecimento das cordas vocais e até mesmo problemas de saúde


Por Thais Szegö Design e Ilustração Caio Campana

Os sons vibram diferente em gente madura, já notou? É natural. A voz, assim como tudo no corpo, envelhece. É por isso que ela sai do tom — fica menos firme. No caso dos homens, ainda por cima, torna-se mais fina e, no das mulheres, mais grossa. O tratamento antienvelhecimento consiste em malhar as cordas vocais. Isso mesmo. Afinal, elas são formadas por fibras musculares, mas a sessão de exercícios deve ser feita sob orientação de um fonoaudiólogo.
Maus hábitos — alguns de que até Deus duvida — também contribuem. Talvez você fique sem fala de espanto, mas gravata apertada, por exemplo, prejudica a voz. Pelo menos por proximidade, isso faz algum sentido. Mas o que me diz de um cinto muito justo? “Esse acessório, assim como o nó que comprime o pescoço e, conseqüentemente, a garganta, atrapalha a passagem do ar, o que é fundamental para a fala”, explica a fonoaudióloga Kennia Iumatti, do Instituto Cecaf, entidade paulistana que tem como especialidade a comunicação oral.
E pensar que até a TPM pode afetar os sons que saem do aparelho fonador, formado por pulmões, brônquios e traquéia. Isso, vamos logo esclarecendo, se a mulher falar demais. “O inchaço, típico dessa fase, afeta as cordas na garganta”, avisa a fonoaudióloga Márcia Toledo, que também trabalha no Instituto Cecaf.
Tudo isso mostra o quão vulneráveis são as pregas vocais (outro nome para as cordas) diante de fatores externos e problemas orgânicos capazes de alterar o timbre — alterações que, muitas vezes, soam mal. O uso inadequado da voz, instrumento de trabalho de cerca de 30% da população do planeta, tem culpa no cartório, sem dúvida. Mas todos — não só os que tiram dela o seu sustento, caso de professores, operadores de telemarketing, locutores e tantos outros — precisam ficar atentos nas modulações, que, às vezes, indicam lguma encrenca — de refluxo gastroesofágico a câncer.
“Em geral a rouquidão resulta de um pólipo, que é um inchaço nas cordas vocais, ou um calo, que nada mais é do que um nódulo provocado pelo atrito entre elas”, exemplifica o otorrinolaringologista Eduardo Lutaif Dolci, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O certo é ficar de ouvidos bem ligados para diferenciar uma aspereza vocal passageira, provocada por uma gripe ou algo assim, daquela que denuncia um problema mais grave. “Se uma modificação do tom durar mais do que 20 dias, procure um médico”, avisa Dolci. Vale mesma recomendação para as pessoas que vira e mexe ficam roucas.
Às vezes a rouquidão é tão forte que a voz vira um fiapo, perdendo a força até desaparecer. O risco de ficar afônico aumenta quando se é obrigado a ingerir certos medicamentos. “Os ansiolíticos, por exemplo, interferem na circulação sangüínea e chegam mesmo a alterar o controle dos músculos envolvidos na fala”, afirma Márcia Toledo. “Já os diuréticos ressecam as cordas vocais, enquanto o ácido acetilsalicílico dilata os vasos e pode até provocar o rompimento de um deles se a pessoa falar demais.” O que fazer? Bem, se não for possível evitar essas drogas, capriche na hidratação. “Quem usa muito a voz ou trabalha em ambientes com ar condicionado, que retira boa parte da umidade do ar, também deve beber muita água ao longo do dia”, indica a fonoaudióloga Mara Behlau, diretora do Centro de Estudos da Voz, em São Paulo.
Se apesar de todos os cuidados a voz teimar em falhar, não é uma boa idéia apelar para tratamentos paliativos, como pastilhas para a garganta e sprays. Diferentemente do que se pensa, esses recursos não resolvem o problema. Ao contrário, podem até piorá-lo. Não à toa. As cordas vocais ficam anestesiadas, a pessoa se sente mais confortável e acaba falando além da conta. A primeira medida para qualquer alteração de voz é simples: repouso. “Dá até para traçar um paralelo entre a voz judiada e um atleta que torce o tornozelo e, em vez de imobilizá-lo, prefere usar um medicamento anestésico para voltar ao jogo”, compara Eduardo Lutaif Dolci. “A lesão ficará ainda mais grave.” Portanto, prefira fazer alguns minutos de silêncio.



SONS CRISTALINOS Uma voz harmoniosa depende de uma série de hábitos.



O QUE FAZ BEM• MAÇÃ E FRUTAS CÍTRICAS Elas são tonificantes e reduzem a viscosidade da saliva, o que ajuda a evitar o pigarro, capaz de machucar as cordas vocais.• UMA BOA NOITE DE SONO contribui para descansar essas estruturas depois de um dia cheio de falatório.• O REPOUSO VOCAL durante o dia também é recomendado para quem precisa falar horas a fio.
O QUE FAZ MAL• CAFÉ, REFRIGERANTES, CHÁ PRETO. A cafeína resseca os tecidos das pregas vocais.• MEL, LEITE E CHOCOLATE. Eles aumentam a viscosidade do muco. Evite leite quando sentir que está pigarreando.• CONDIMENTOS FORTES e uso constante de própolis irritam a mucosa.• CIGARRO pode provocar câncer de laringe e, claro, leva àquela rouquidão típica dos fumantes.• FALAR MUITO ALTO ou cochichar também são hábitos capazes de lesionar as cordas vocais.• COMER DEMAIS E IR PARA A CAMA em seguida. Isso provoca refluxo, outro vilão.
TREINO AFINADOO fonoaudiólogo bem que poderia ser considerado um personal trainer da voz. Afinal, ele domina técnicas capazes de dar uma guinada naquele timbre que é incompatível com a imagem de quem o emite. “São comuns os casos de pessoas cuja voz nada tem a ver com o porte físico ou a profissão que exerce”, lembra Márcia Toledo. Pense, por exemplo, num homem alto e cheio de músculos, mas com voz fininha, fininha. “Ela pode ser trabalhada”, garante Kennia Iumatti.
MANTENHA O TOM O que você deve evitar para manter a juventude da sua voz por muitos anos
1. NÃO SEGURE O TELEFONE ENTRE O OMBRO E O QUEIXOAs mãos ficam livres, mas isso exige mais de um lado das cordas vocais do que do outro. Esse desequilíbrio favorece o envelhecimento vocal com o tempo. 2. GRITAR EM SHOWSQuem compete com o barulho ambiente pode acordar afônico no dia seguinte. O trauma nas cordas vocais provoca um inchaço semelhante ao que surge com uma gripe. E se ele for constante, já viu... 3. ALIMENTOS E BEBIDAS MUITO QUENTES OU GELADOSO choque térmico danifica os vasos sangüíneos. Aprenda: tomar água em temperatura normal antes e depois atenua essa reação. 4. FALAR DURANTE A MALHAÇÃOO bate-papo pressiona as cordas vocais e obriga a soltar o ar para que elas vibrem, o que acaba atrapalhando o fôlego. 5. BEBER ÁLCOOLEle resseca as cordas vocais. De vez em quando, tudo bem, mas é melhor deixar de lado as bebidas destiladas. Se for bebericar, tome água entre um gole e outro.
2
Os sons vibram diferente em gente madura, já notou? É natural. A voz, assim como tudo no corpo, envelhece. É por isso que ela sai do tom — fica menos firme. No caso dos homens, ainda por cima, torna-se mais fina e, no das mulheres, mais grossa. O tratamento antienvelhecimento consiste em malhar as cordas vocais. Isso mesmo. Afinal, elas são formadas por fibras musculares, mas a sessão de exercícios deve ser feita sob orientação de um fonoaudiólogo.
Maus hábitos — alguns de que até Deus duvida — também contribuem. Talvez você fique sem fala de espanto, mas gravata apertada, por exemplo, prejudica a voz. Pelo menos por proximidade, isso faz algum sentido. Mas o que me diz de um cinto muito justo? “Esse acessório, assim como o nó que comprime o pescoço e, conseqüentemente, a garganta, atrapalha a passagem do ar, o que é fundamental para a fala”, explica a fonoaudióloga Kennia Iumatti, do Instituto Cecaf, entidade paulistana que tem como especialidade a comunicação oral.
E pensar que até a TPM pode afetar os sons que saem do aparelho fonador, formado por pulmões, brônquios e traquéia. Isso, vamos logo esclarecendo, se a mulher falar demais. “O inchaço, típico dessa fase, afeta as cordas na garganta”, avisa a fonoaudióloga Márcia Toledo, que também trabalha no Instituto Cecaf.
Tudo isso mostra o quão vulneráveis são as pregas vocais (outro nome para as cordas) diante de fatores externos e problemas orgânicos capazes de alterar o timbre — alterações que, muitas vezes, soam mal. O uso inadequado da voz, instrumento de trabalho de cerca de 30% da população do planeta, tem culpa no cartório, sem dúvida. Mas todos — não só os que tiram dela o seu sustento, caso de professores, operadores de telemarketing, locutores e tantos outros — precisam ficar atentos nas modulações, que, às vezes, indicam lguma encrenca — de refluxo gastroesofágico a câncer.
“Em geral a rouquidão resulta de um pólipo, que é um inchaço nas cordas vocais, ou um calo, que nada mais é do que um nódulo provocado pelo atrito entre elas”, exemplifica o otorrinolaringologista Eduardo Lutaif Dolci, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O certo é ficar de ouvidos bem ligados para diferenciar uma aspereza vocal passageira, provocada por uma gripe ou algo assim, daquela que denuncia um problema mais grave. “Se uma modificação do tom durar mais do que 20 dias, procure um médico”, avisa Dolci. Vale mesma recomendação para as pessoas que vira e mexe ficam roucas.
Às vezes a rouquidão é tão forte que a voz vira um fiapo, perdendo a força até desaparecer. O risco de ficar afônico aumenta quando se é obrigado a ingerir certos medicamentos. “Os ansiolíticos, por exemplo, interferem na circulação sangüínea e chegam mesmo a alterar o controle dos músculos envolvidos na fala”, afirma Márcia Toledo. “Já os diuréticos ressecam as cordas vocais, enquanto o ácido acetilsalicílico dilata os vasos e pode até provocar o rompimento de um deles se a pessoa falar demais.” O que fazer? Bem, se não for possível evitar essas drogas, capriche na hidratação. “Quem usa muito a voz ou trabalha em ambientes com ar condicionado, que retira boa parte da umidade do ar, também deve beber muita água ao longo do dia”, indica a fonoaudióloga Mara Behlau, diretora do Centro de Estudos da Voz, em São Paulo.
Se apesar de todos os cuidados a voz teimar em falhar, não é uma boa idéia apelar para tratamentos paliativos, como pastilhas para a garganta e sprays. Diferentemente do que se pensa, esses recursos não resolvem o problema. Ao contrário, podem até piorá-lo. Não à toa. As cordas vocais ficam anestesiadas, a pessoa se sente mais confortável e acaba falando além da conta. A primeira medida para qualquer alteração de voz é simples: repouso. “Dá até para traçar um paralelo entre a voz judiada e um atleta que torce o tornozelo e, em vez de imobilizá-lo, prefere usar um medicamento anestésico para voltar ao jogo”, compara Eduardo Lutaif Dolci. “A lesão ficará ainda mais grave.” Portanto, prefira fazer alguns minutos de silêncio.


Leia a matéria na íntegra - Saúde